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O HOMEM ATUAL E SEUS DILEMAS

O homem atual: seus limites e possibilidades

15/07/2009 - Dorli Kamkhagi

O mundo passa hoje por um momento histórico e social que tem exigido das pessoas constantes transformações e novos (re)ajustes. Nunca a tecnologia e condições de vida estiveram tão avançadas como agora, e a medicina, com todo seu aparato, cada vez mais permite soluções e melhorias nas questões da saúde e sobrevivência.

Presencia-se uma geração de centenários. De forma genérica, isso é ótimo, porém do ponto de vista psicológico, a carga de novas configurações emocionais que aparecem com essa longevidade não é tão confortável assim.

A psicanalista com especialidade em gerontologia, Dorli Kamkhagi, explica que estas transformações afetam, principalmente, os homens. "Hoje seus papéis, que foram se transformando, adquiriram novas funções e, sobretudo, depararam-se com sua essência, seus desejos e suas impossibilidades, nem sempre tão fáceis de serem digeridas", comenta.

Especialmente nos últimos 20 anos, percebe-se a diferença entre os modelos masculinos da sociedade do passado e da atual. "Antes os homens eram modelos conservadores nos quais as expectativas familiares deveriam ser incontestavelmente atendidas. Além de seguir uma importante carreira e ser um bom provedor em todos os âmbitos, financeiros e sexuais, e tentar ser feliz sem 'tocar' muito nos aspectos emocionais", explica Dorli.

Novos dilemas

O homem de hoje, pós-contemporâneo, também vive uma série de conflitos junto à 'nova mulher' que já conquistou espaços muito significativos nos patamares mais altos da sociedade, como destaca a psicanalista. "Tal encontro: homem-mulher, masculino-feminino, é carregado de expectativas e medos, por exemplo, como o de não ser reconhecido, aceito e acima de tudo amado. Cada vez mais assistimos aos difíceis encontros amorosos nos quais os homens parecem preparar-se como fariam para ir a um campo de batalha".

De acordo ainda com Kamkhagi os 'novos' homens não são ilesos ao medo, às ansiedades e inseguranças modernas. "Realmente a necessidade de parecer ser forte, especial, sedutor, charmoso, acaba levando-o a movimentos internos de muita dor, que por vezes são acompanhados de aspectos depressivos".

Outro grande conflito enfrentado é gerado pela mídia, que exige o alcance da perfeição física e estética e da saúde a qualquer custo. "Vira uma espécie de jogo. Jogo no qual a energia despendida é enorme. O homem tem que ser forte, musculoso, bem remunerado e dar conta sexualmente da 'nova mulher': linda, eficaz, independente e bem remunerada" ressalta Dorli.

Neste jogo, muitas vezes, as perdas facilmente aparecem, pois perder a necessidade de ser príncipe ou herói permite o crescimento e a transformação. Nesse sentido o modelo a ser buscado é o do homem que pode falhar e pedir desculpas. "Ele é um homem que tem seus desejos e limites como marido, companheiro, amante que não precisa ser belo com formas tão perfeitas. Suas limitações podem se fazer presentes, pois trata-se de um homem que inevitavelmente envelhecerá", acrescenta a psicanalista.

Enfim, o homem atual pode se desconstruir para estar cada vez mais em contato com suas verdadeiras referências, "pode chorar, sorrir, brincar, cantar, dançar, sem perder sua masculinidade, sem ferir seus valores e fundamentalmente sendo homem, que erra e acerta, que perde e conquista, que ama, que odeia. Sem culpa, sem medos. Em real equilíbrio", finaliza Dorli.

Dorli Kamkhagi
Doutora em Psicologia Clínica e Mestre em Gerontologia pela PUC-SP, Dorli Kamkhagi faz parte do Board of Directors da Internacional Association of Group Psychotherapy and Group Process (IAGP) e é colaboradora do Laboratório dos Estudos do Envelhecimento e Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Kamkhagi é autora de diversos artigos públicos em jornais de grande circulação sobre o envelhecimento e amadurecimento. Realiza palestras e workshops ligados à questões sobre saúde, relacionamentos e vínculos afetivos.

http://www.incorporativa.com.br/a-artigos.php?ctg=4&pagina=2

PLANEJANDO CENÁRIOS

Relacionamento e metas são trunfos das micro empresas

22/07/2009 - Carlos Cruz * 

Ao iniciar um negócio, por mais modesto que ele seja, é fundamental ter ambições de crescimento e de lucratividade. O empresário é motivado a empreender por necessidade ou por oportunidade e, em ambos os caos, é preciso fazer um planejamento visando as possibilidades em três cenários: otimista, realista e pessimista. 

· Otimista - 

O empresário deve ter uma visão positiva das possibilidades de lucro, isso não quer dizer que tenha uma visão ilusória. Ele deve investir, fornecer as condições necessárias, saber quem serão os seus clientes em potencial, confiar no próprio rendimento e da sua equipe. Nesse cenário é importante que não só os resultados esperados sejam altos, mas que a valorização das metas atingidas sejam motivadoras o suficiente para que todos se engajem no alcance das mesmas. 

· Realista - 

Ponderações são feitas entre os recursos que estarão à disposição da empresa e a situação do mercado prevista para o período de tempo em que se pretende trabalhar. Nas metas deve se considerar possíveis obstáculos, que podem variar na economia de um país, vendas medíocres e a falta de crédito. Não se pode esquecer da concorrência e de como obter um diferencial competitivo para se posicionar no mercado. 

· Pessimista 

Devido à imprevisibilidade do mercado, é fundamental que se trace um planejamento que leve em consideração um cenário pouco favorável, como o previsto para esse ano de 2009 pelos especialistas brasileiros, que apontam um crescimento que varia de apenas 2,4% a 3,2% para a economia nacional. Essa baixa taxa é um desafio aos líderes empresariais terem como objetivo superar as expectativas do governo, porém com muita cautela. 

Sabemos que é um grande desafio ao micro empresário traçar um planejamento, porque se assim o fizer corre o risco de desistir do negócio. É preciso analisar o mercado em que atua, para ter informações sobre como determinado tipo de produto ou serviço é aceito pelos consumidores e como será o seu posicionamento de mercado 

Mas como fazer planos para o futuro antes mesmo de dar início ao trabalho? Trace metas nestes três cenários, trabalhe para alcançar resultados otimistas, mas esteja preparado para atuar num cenário pessimista. O pulo do gato está no acompanhamento diário das melhorias e dos resultados alcançados. Aproveite a vantagem das micro empresas, ou seja, seja ágil na tomada de decisão e na correção de rotas. Se for preciso mudar, não pense, mude. Dessa maneira, é possível identificar os acertos e erros ajustando a estratégia empresarial. Esse mecanismo de feedback positivo e negativo permite manter um monitoramento dos resultados da empresa. 

Para alcançar as metas, não basta apenas cobrar resultados dos colaboradores. Mesmo porque, o empreendedor muitas vezes se vê solitário, ou seja, atua na linha de frente. Atende o cliente, negocia, pensa em estratégias, faz cobrança, vende e muito mais. 

Além das metas, é fundamental investir no bom relacionamento com fornecedores, equipe e clientes. Em um ambiente composto por poucas pessoas, é possível ter um contato mais freqüente e atencioso com cada um. Portanto, aproveite para conhecer as necessidades dos clientes, as facilidades com os fornecedores e o potencial da sua equipe. Invista no relacionamento e crie alianças sólidas. 

Como o número de colaboradores é reduzido nesse tipo de empresa, dê prioridade e treine você mesmo a equipe. Busque profissionais que se interessem por seus projetos de trabalho e que tenham como objetivo capacitar-se e evoluir em parceria com o empreendimento. Fazer parte do crescimento de uma corporação é gratificante, pois mostra que o trabalho pode gerar resultados que vão além dos números, atingindo sonhos. Esse sentimento de satisfação deve estar presente no profissional que fará parte do grupo. Portanto, compartilhe freqüentemente a sua visão de futuro e inspire as pessoas ao seu redor. 

Definir metas é a parte mais fácil do processo. O mais desafiante é colocar em prática. Eis então o momento em que vem à tona a falta de fluxo de caixa, os desafios administrativos, vendas fracas e outras dificuldades. Porém, se o empresário estiver aberto aos resultados ao invés de estar preso a eles, poderá ser estrategista e passar do primeiro ano de vida. Se o estágio de turbulência for superado, as expectativas passam a ser positivas e os projetos ficam cada vez mais próximos da realidade. 

Busque atender aos interesses do seu mercado consumidor e potencialize o negócio à medida que os resultados aparecerem. Assim, a empresa começará a criar relacionamentos mais consistentes com seus clientes e, a longo prazo, construirá sua credibilidade. 

* Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA

http://www.incorporativa.com.br/a-administracao.php?ctg=2

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