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CUSTO BRASIL

Reforma do sistema de concorrência aguarda Senado
AE Agencia Estado
BRASÍLIA - O governo Luiz Inácio Lula da Silva corre o risco de terminar sem que tenha sido aprovado o projeto de lei que ajudaria a reduzir fortemente o chamado "custo Brasil" nas fusões entre grandes empresas, como Itaú e Unibanco e Sadia e Perdigão. Trata-se da reformulação do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), cujo principal ponto é fazer com que negócios desse porte sejam analisados antes de ocorrer - e não depois, como é hoje. O texto aguarda votação no Senado.

O problema da avaliação posterior é que o órgão responsável pela análise, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pode mandar desfazer negócios, como ocorreu na compra da Garoto pela Nestlé. A decisão está agora nas mãos da Justiça. Pode, ainda, determinar que a empresa venda parte de seu negócio. Assim, as fusões ficam numa espécie de limbo enquanto o Cade não dá a decisão final.
A insegurança jurídica em torno das operações é apontada pelo próprio presidente do Cade, Arthur Badin, como um fator que eleva o chamado custo Brasil.
Outro problema é que, nos casos de maior impacto, é celebrado o Acordo Provisório para Reversibilidade da Operação (Apro), no qual as envolvidas são impedidas de adotar vários atos administrativos, como demitir ou fechar unidades. "Elas não têm ganhos de sinergia", queixa-se um advogado da área. Durante os meses ou anos em que o negócio fica em análise, não se pode eliminar estruturas duplicadas nas empresas.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,reforma-do-sistema-de-concorrencia-aguarda-senado,21701,0.htm

FUSÕES NOS BANCOS


O mundo pode passar neste ano por uma onda de fusões e aquisições de instituições financeiras para consolidação do sistema bancário, que foi muito abalado pela crise. Instituições tradicionais e boas que podem superar dificuldades.
O "Sunday Times" publicou que o Itaú Unibanco estaria interessado nos bancos ingleses Royal Bank of Scotland e Lloyds Banking Group, que foram parcialmente estatizados pelo governo inglês durante a crise. Um notícia bem preliminar.
O jornal inglês publicou uma frase do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que é do Itaú Unibanco. Ele diz que "é claro que estamos olhando, mas não estamos com
pressa. Achamos que temos tempo". Ou seja, ele não disse que vai comprar.
Esses dois bancos ingleses tiveram muita dificuldades na crise e o governo precisou colocar muito dinheiro. São dois bancos tradicionais na Inglaterra e tiveram forte queda no valor das ações por causa dessa ajuda do governo.
Bancos americanos, europeus, foram ajudados pelos seus governos e no final das contas foram praticamente estatizados. O governo inglês quer se desfazer de parte dessas ações. O Itaú Unibanco se candidataria para comprar parte do capital.
É fato que o Itau Unibanco busca comprar ativos no exterior. É um ano importante para a instituição, que completa a integração entre dois bancos. E o momento é de boas oportunidades no mercado internacional.

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2010/01/04/mundo-pode-passar-por-onda-de-fusoes-aquisicoes-254478.asp

AQUISIÇÕES E FUSÕES RETOMAM RÍTIMO

Fusões e aquisições no País voltam ao nível de 2006

São Paulo - Os negócios fechados entre empresas começam a ser retomados, depois da paradeira ocorrida no fim do ano passado em razão da crise de crédito. No primeiro trimestre deste ano, foram concluídas 114 fusões e aquisições no mercado brasileiro, segundo levantamento da consultoria PricewaterhouseCoopers. O estudo foi feito a partir das transações divulgadas.

O número de transações, apesar de 27% menor que o registrado em igual período do ano passado, sinaliza uma volta ao nível de 2006, quando foram fechados 100 negócios no primeiro trimestre e 573 no ano inteiro. O levantamento aponta que em janeiro deste ano foram concluídos 36 negócios entre empresas; em fevereiro, 28, e em março, 50. "É prematuro falar em recuperação, mas o quadro parou de piorar. Conseguimos firmar um patamar", diz o sócio da consultoria, Alexandre Pierantoni, lembrando que o clima é ainda de cautela. Ele conta que as transações que tinham sido suspensas no último trimestre do ano passado foram retomadas em fevereiro e março deste ano e muitas delas estão sendo concluídas. "Foi um belo solavanco, mas acredito que o pior já tenha passado."
A consultoria prevê que o ritmo de negócios fechados se intensifique a partir do segundo semestre de 2009 e o ano encerre repetindo o nível de 2008. No ano passado, foram concluídas 639 transações entre empresas, o segundo melhor resultado da década. O recorde foi batido em 2007, quando foram fechados 720 negócios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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