Japão admite que será desbancado pela China como segunda economia mundial

19/06/2009 

Há 1 hora

TÓQUIO, Japão (AFP) — A economia do Japão deixará em breve de ser a segunda do mundo, status que mantinha há 41 anos, e será superada pela da China, admite um relatório governamental japonês publicado nesta sexta-feira.
"O status de segunda economia mundial para o Japão está chegando a seu fim",a firma o informe anual do ministério da Economia, Comércio e Indústria (Meti).
A conclusão coincide com a do Fundo Monetário Internacional (FMI), que considera que o Produto Interno Bruto (PIB) nominal da China superará o do Japão em 2010 ou, inclusive, já em 2009, se a economia chinesa cresce mais do que o previsto e a japonesa continua se contraindo fortamente.
A economia japonesa sofreu no primeiro trimestre de 2009 uma contração recorde de 14,2% em ritmo anual. Para o conjunto do ano, o FMI prevê uma recessão de 6,2% no Japão e um crescimento de 6,5% na China.
O Japão é a segunda economia mundial desde 1968.
O ministério japonês pede que se repense o papel do país na economia mundial e que não se recorra ao protecionismo, que aumenta sempre que a situação econômica piora.


SEMINÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO NO AMAZONAS

VII Encontro de Administração do Amazonas debate gestão de pessoas

Em setembro, acadêmicos, professores e profissionais da área de Administração estarão reunidos em Manaus para debater a Gestão de Pessoas. Os debates fazem parte do VII Encontro de Administração do Amazonas, que acontecerá nos dias 16 e 17, no Elegance Festas e Convenções.
Com a intenção de comemorar o Dia do Administrador, celebrado no dia 09 de setembro, o evento pretende estimular o debate sobre as diversas formas que a Ciência da Administração pode contribuir para a Gestão de Pessoas; promover a troca de conhecimentos entre palestrantes e público; e contribuir para o desenvolvimento de acadêmicos e profissionais da área.
Entre as palestras programadas estão: “Liderando Pessoas”, “Perspectivas de Empreendedorismo, com enfoque na área de Livre Comércio” e “Administração Diferencial – A
Gestão de Recursos Humanos como Diferencial Estratégico Competitivo”. A expectativa é de que aproximadamente 700 pessoas participem dos debates durante os dois dias de evento. O VII Encontro de Administração do Amazonas é uma promoção do CRA/AM – Conselho Regional de Administração do Amazonas e conta com o apoio do CFA – Conselho Federal de Administração.


Mais informações no site: www.craamrr.org.br.
Lilian Saldanha Jornalista

GESTÃO DA PRODUÇÃO

Usina Boa Vista adota conceito MOM para gestão da produção

Decision Report 01/06/2009

Pertencente ao grupo São Martinho, a Usina Boa Vista, localizada em Quirinópolis (GO), adotou o sistema SAP MII MII (Manufacturing Integration and Intelligence), que permitiu integrar os módulos do sistema de gestão (SAP ERP) da empresa com outros softwares de gerenciamento e sistemas de supervisão e controle instalados na fábrica. O projeto segue o conceito de MOM (Manufacturing Operations Management) e foi implementado pela consultoria e integradora Neoris.
Além da implantação e da integração dos sistemas, a Neoris também desenvolveu dashboards para a gestão de mais de 150 KPIs (key performance indicators, ou indicadores-chave de desempenho), definidos em conjunto e com o know how do cliente, de modo a permitir que toda a produção seja acompanhada e controlada local e remotamente pelo Centro de Operações Industriais (COI) da usina.

A automação permitiu um aumento de 15%, em relação ao previsto, no volume de cana de açúcar moída na usina. Ao mesmo tempo, a quantidade de bagaço utilizada na geração de energia elétrica tornou a planta autossuficiente durante a safra e permitiu a venda de um excedente. A Usina Boa Vista estima que, em 2010, terá capacidade de gerar 65MW e de vender um excedente de 41MW.
Em apenas quatro meses de produção em sua primeira safra, a Usina Boa Vista, inaugurada em maio de 2008, alcançou mais de 90% de produtividade, um índice que normalmente só é atingido em oito meses. Esse recorde é um dos principais resultados da automação completa do gerenciamento das operações dessa usina de álcool e energia.

SISTEMA DE GESTÃO PARA PEQUENOS

Simpi disponibiliza sistema de gestão empresarial

Otávio Fagote - 2009-05-29 - 15:23:00 -

Uma das maiores dificuldades dos micro e pequenos empresários é controlar seu estoque, finanças, cadastro de clientes, entre outros processos burocráticos da empresa. O Sindicado da Micro e Pequena Indústria – SIMPI e a fundação ITAI – Itaipu Binacional, como apoio do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, trazem uma solução prática para todos esses problemas.
Trata-se do SIGE – Sistema de Gestão Empresarial, um programa de informática que automatiza todos os processos internos de micro e pequenas empresas, provendo uma solução simples, de fácil utilização e que dá agilidade as tomadas de decisões, armazenamento e controle das informações de cada empresa.
O presidente do Simpi, Leonardo Heuler Calmon Sobral, conta que é comum o pequeno empreendedor se perguntar onde foi parar o dinheiro obtido em seu negócio, mesmo que tenha vendido bem. “O micro e pequeno empresário deve estar apto a um sistema de gestão onde as principais atribuições de sua empresa estarão reunidos em uma única ferramenta”, conclui o presidente.
“Para esse empresário habituar-se ao SIGE, nós do SIMPI iremos apresentar o programa em um mini-curso prático. Após esse processo a empresa ganha um CD de instalação do programa, e um técnico do SIMPI irá ao estabelecimento configurá-lo, demonstrando aos funcionários os primeiros passos do sistema”, conta Calmon Sobral.
Parceria
Em outubro de 2009, o SIMPI-RO foi premiado como o principal instituto de informática para os micro e pequenos empreendedores no Brasil. A partir desse prêmio, a Fundação ITAI, que representa a usina binacional de Itaipu, disponibilizou este recurso aos micro e pequenos empreendedores de Rondônia.
O investimento total pela capacitação, programa SIGE e sua instalação por um técnico do SIMPI, é de R$50,00 por empresa. Maiores informações sobre o curso estão disponíveis no site www.simpi.net ou através do telefone 3026-2108.
http://rondoniadinamica.com/ler.php?id=5886&edi=1&sub=3

PREVISÕES E TENDÊNCIAS MUNDIAIS PARTE 2

TRECHOS DA ENTREVISTA COM EAMONN KELLY (LEIA A PARTE 1)


NOVOS AGENTES

"Por 500 anos, Estados Unidos e Europa definiram as regras do comércio, da ciência e tecnologia e dos mercados. A globalização que conhecemos é essencialmente uma exportação do modelo ocidental para o resto do mundo. Isso está acabando. Teremos uma globalização multipolar, onde todos os países serão capazes de inovar, liderar e definir regras. Já vemos sinais disso, com o G-20 substituindo o G-8 e países emergentes sendo chamados para participar do Fundo Monetário Internacional (FMI)."

ESTADOS UNIDOS

"O Ocidente não define mais as regras para todos. É como se, agora, ele fosse um dos dançarinos principais do balé, mas não mais o coreógrafo. Acho que o presidente Barack Obama entende isso. Diferente de todos os outros presidentes americanos, ele viveu fora do país e experimentou a diversidade cultural. Obama entende que os dias em que um único país podia definir as regras para todo o mundo terminaram. E isso é uma mudança significativa nas instituições e estruturas da política americana."

BRASIL

O Brasil tem as características corretas para ter sucesso no mundo que surge. Tem curiosidade e respeito por outros países, uma economia relativamente forte - tanto que já tem lugar na "grande mesa" das decisões, o G-20. Possui uma forte cultura empreendedora, com empresas privadas fortes, que sobreviveram por décadas. Há ainda a vantagem demográfica encontrada em poucos países e lhe dá vantagem sobre os demais Brics.

MULTINACIONAIS DE VERDADE

Há 20 anos, as corporações multinacionais eram empresas com centrais nos EUA ou na Europa, e vários satélites espalhados pelo mundo. Eram multinacionais ocidentais. Nas últimas décadas, as principais companhias estão tentando se tornar multinacionais de verdade. Isso é feito trazendo pessoas de outros países para as diretorias, dando autonomia para as filiais e customizando produtos em diferentes regiões. As melhores companhias já estão trabalhando nesse sentido.

NOVOS PRÓSPEROS

Hoje temos cerca de 2,5 bilhões de pessoas vivendo bem integrados à economia global. São pessoas relativamente prósperas, que vivem acima do nível de pobreza, na forma que se conhece hoje. Acredito que nos próximos 20 anos veremos mais 2 bilhões de pessoas se juntando a esse grupo. A prosperidade não será mais vista como um privilégio de algumas partes do mundo.

SUSTENTABILIDADE

O enorme desafio dos próximos 20 anos será descobrir como vamos incluir esses 2 bilhões de pessoas na prosperidade global sem destruir o meio ambiente. Isso exigirá altos níveis de inovação e também uma mudança fundamental nos padrões de consumo. Se todos passarem a comprar veículos no mesmo ritmo que os cidadãos médios americanos fizeram, precisaremos de oito planetas para produzi-los. E não temos oito planetas. Por isso, a sustentabilidade vai deixar de ser uma preocupação de segundo plano para muitas empresas, como é hoje.?

CONSUMO EXPERIENCIAL?

Vejo um movimento em direção a um consumo mais "experiencial". Um consumo que tenha significados e até dimensões espirituais. Aquele consumismo baseado unicamente na vontade de ter uma TV de tela plana em todas as salas da sua casa vai diminuir. E isso trará um desafio muito interessantes para as empresas: elas terão de se tornar muito mais criativas do que são hoje.

FRONTEIRAS DO TRABALHO

Cada vez mais, as pessoas com maior grau de educação e com as melhores oportunidades vão procurar por trabalhos que possam ser incorporados às suas vidas pessoais, e vice-versa. Não sei se isso é 100% bom, mas certamente é melhor do que estamos agora. Hoje, ninguém nos fala: "você fez o suficiente". Você mesmo determina isso. As fronteiras entre trabalho e vida pessoal estão caindo.

URBANIZAÇÃO

Acredito que, ao longo do tempo, as grandes oportunidades estarão nas cidades. As cidades criam estilos de vida muito melhores para as pessoas. Nelas, as pessoas podem trabalhar menos do que no campo - as mulheres principalmente. Por isso, acredito que as oportunidades para as pessoas terem uma vida mais balanceada está crescendo, não diminuindo. Minha única grande preocupação com isso é que, conforme nos tornemos cada vez mais ?hiperconectados?, fiquemos cada vez mais desconectados de coisas fundamentais, como natureza, família e a sensação de pertencer a uma comunidade.

OTIMISMO

Sou um futurólogo otimista. Sou pai de três crianças e tenho muitas preocupações sobre o planeta futuro que eles vão ocupar. Mas, se alguém me perguntar se eu preferia que meus três filhos tivessem nascido há 100 anos, eu diria não. Provavelmente, sem os antibióticos, apenas dois estariam vivos. É possível também que não tivessem acesso à educação.

FUTUROLOGIA

Não gosto da palavra futurologia, prefiro chamar o que faço de previsão. E, sim, existem limitações a ela. Isso porque o volume de variáveis que podem modificar o mundo é quase infinita. E o cérebro humano não é capaz de lidar com milhões de variáveis, nem mesmo com poucas. A possibilidade de que aconteçam eventos loucos, que mudem totalmente a natureza de tudo, é muito alta. Ninguém pode cobrir todos os cenários possíveis.

Fonte: O Estado de S.Paulo
http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=22770

PREVISÕES E TENDÊNCIAS MUNDIAIS PARTE 1

ENTREVISTA COM EAMONN KELLY

Especialista em prever cenários anuncia a era da globalização multipolar
Texto publicado em 25 de Maio de 2009 - 07h49

Como será a vida no futuro? O escocês Eamonn Kelly, de 51 anos, é pago para responder essa pergunta a empresas, governos e pessoas em todo o mundo. Formado em drama, sociologia e economia pela Universidade de Glasgow, Kelly começou trabalhando com comunidades carentes da Escócia, ajudando-as a buscar outras formas de ocupação, após a falência da indústria de carvão local. "As pessoas buscavam os mesmos empregos do passado e eu queria ajudá-las a encontrar alternativas no futuro", conta.
O talento para estudar e prever cenários transformou-o em um dos mais requisitados futurólogos mundiais. Após prestar serviços para a agência de desenvolvimento econômico do governo escocês, Kelly foi chamado para compor a equipe da Global Business Network (GBN), uma das maiores consultorias de projeção e análise de cenários, absorvida em 2000 pelo Monitor Group. "Sou um grande contador de histórias sobre o futuro", brinca ele.
Mas suas histórias são levadas bastante a sério. As análises da GBN já foram solicitadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, entre outros governos. As companhias, porém, são suas maiores clientes, principalmente depois da crise financeira. "Pela primeira vez em 20 anos, elas não têm nem sequer uma ideia sobre o futuro. Todos estão muito confusos", diz o consultor. Utilizando cinco variáveis - social, tecnológica, ambiental, econômica e política -, ele tem ajudado os empresários a traçar estratégias de longo prazo em tempos de incerteza global.
Em entrevista ao Estado, o futurólogo escocês afirma que a crise vai acelerar mudanças estruturais que já vinham ocorrendo há alguns anos. Entre elas, o nascimento de uma globalização "multipolar", no lugar da ditada pelos países ricos ocidentais, a revisão das regras de comércio mundial e uma nova forma de consumir bens e serviços. No mundo "pós-globalização ocidental" imaginado por Kelly, as pessoas também vão trabalhar e viver de um jeito diferente. A seguir, os principais trechos da entrevista.

(VEJA NA PARTE 2)

Fonte: O Estado de S.Paulo
http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=22770

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO - MAIOR DEMANDA

CFA, 09/02/2009


Administração é o curso com mais matrículas no Brasil, mostra Censo da Educação Superior.

Portal UOL Educação, 03/02/2009 Simone Harnik em São Paulo.

O curso de administração foi o que teve mais estudantes matriculados no país, segundo dados do Censo da Educação Superior 2007, divulgados pelo MEC (Ministério da Educação), nesta terça-feira (3).

A carreira registrou 16,4% do total das matrículas, com 798.755 alunos cadastrados. No país, a contagem do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) mostrou que havia 4.880.381 estudantes em 2007. Apenas seis áreas do saber são responsáveis por mais da metade das matrículas (51,2%) de todo o ensino superior no censo. São elas: administração, direito, pedagogia, engenharia, comunicação social e enfermagem.

O restante dos universitários ficou divido em 77 outros tipos de graduações, segundo informou o MEC. O tão disputado curso de medicina, por exemplo, aparece apenas na 16ª colocação entre as áreas com mais matrículas.

A graduação concentrava, em 2007, 79.246 matriculados - o que corresponde a 1,6% do total de estudantes do ensino superior naquele ano. Educação profissional é a que mais cresce - Apesar de serem os cursos tradicionais que agregam o maior número de matrículas, foi na educação tecnológica, nos cursos voltados para a aplicação profissional mais imediata, que houve maior aumento no número de matrículas de 2006 para 2007.

De acordo com o MEC, o número de estudantes nesse tipo de graduação passou de 278.727 em 2006, para 347.856, em 2007 -- com aumento de 24,8%. Tal acréscimo é puxado, predominantemente, pela iniciativa privada. Em 2007, os cursos tecnológicos de instituições particulares tiveram aumento de 29,6% em suas matrículas.

A rede ainda foi responsável por oferecer cursos a 81,5% dos estudantes cadastrados na educação profissional superior. Crescimento de matrículas - O número de matrículas no ensino superior, seja em graduações a distância, seja em cursos presenciais, aumentou 7,5%, de 2006 para 2007. Os maiores responsáveis por este crescimento foram os cursos a distância, cujo número de matrículas pulou de 207.206, em 2006, para 369.766, no ano seguinte - um salto de 78,5%.



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